Discriminação no trabalho

19 Novembro, 2007

19/11/2007 –

Brancos ocupam 4 vezes mais cargos executivos do que negros, diz Seade da Folha Online

Estudo realizado pela Fundação Seade na região da Grande São Paulo, com base nas informações de outubro de 2006 a setembro de 2007, aponta que os negros e pardos ainda enfrentam dificuldades para ocupar os melhores postos do mercado de trabalho, quando comparado com os chamados não negros, que incluem brancos e descendentes de asiáticos. Segundo o Seade, a diferença se explica pela exigência das vagas de formação escolar elevada. Ainda segundo a fundação, o desemprego também é maior entre os negros (18,1%) na comparação com os não-negros (13,2%). Dos negros e pardos empregados, 4,6% ocupam cargos de direção ou planejamento, sendo 2,2% como empresários, direção e gerência e 2,4% em posição de planejamento e organização. Já entre os brancos empregados, 18,4% têm cargos de direção ou planejamento, sendo 8,4% como empresários, direção e gerência e 10% planejamento e organização. Por outro lado, a concentração dos negros em atividades posições ocupacionais em que os requisitos de qualificação profissional dependem menos da formação escolar do que da experiência no trabalho. entre os empregados domésticos, 54,9% são negros e pardos e 45,1% são não-negros. Na construção civil os negros representam 49,4% e os não-negros são 50,6%. Entre os empregados em geral, 65,1% são brancos e 34,9% são negros. Para o Seade, no entanto, a atual situação dos negros no mercado de trabalho da região Metropolitana de São Paulo, ainda que desfavorável, não se mostra tão precária quanto foi no passado. “Atualmente, a universalização do ensino fundamental e o maior acesso aos níveis médio e superior de ensino por toda a população permitem supor que as diferenças, ainda importantes entre as oportunidades para negros e não-negros ingressarem e progredirem em sua vida profissional, possam ser superadas”, afirma o estudo.


Onda de xenofobia na Espanha preocupa União Européia

19 Novembro, 2007

16/11/2007 – 21h43

da BBC Brasil

O aumento dos casos de racismo e xenofobia na Espanha, em meio ao crescimento da imigração no país, tem causado preocupação na União Européia.

Segundo o Observatório Europeu do Racismo e da Xenofobia, órgão ligado à União Européia, a cada ano são 4.000 casos de agressão motivados por discriminação no país.

A organização também diz que o número de neonazistas identificados na Espanha subiu de pouco mais de 2.000 em 1996, para 10,5 mil no ano passado.

O aumento da imigração também deixa mais claras as divisões na sociedade espanhola e, neste fim de semana, grupos de direita e de esquerda realizam eventos em Madri para se manifestar sobre o tema.

Segundo um informe de um órgão ligado ao Conselho da Europa, a Comissão Européia contra o Racismo e a Intolerância, a Espanha está entre os cinco Estados da União Européia onde as agressões racistas têm aumentado, juntamente com Alemanha, França, Grã-Bretanha e Suécia.

O país também está na lista de países europeus onde os imigrantes são o grupo mais visado por neonazistas e pela “brutalidade policial”.

O informe diz ainda que “preocupa a crescente utilização da internet para ataques, divulgações e convocações” de ações racistas ou xenófobas.

“É um alarme para ser levado a sério”, disse o porta-voz da ONG Movimento contra a Intolerância, Esteban Ibarra.

“Esses grupos estão organizados em mais de 200 cidades espanholas, e as vítimas não têm apoio legal”, acrescenta. “A lei não está preparada para este fenômeno, que não é pontual nem passageiro.”

Em fevereiro, o congolês Miwa Buenemonake, de 42 anos, foi espancado um neonazista em uma rua de Madri e ficou tetraplégico.

A mulher de Miwa, Mirella Buenemonake, disse que o crime da vítima “foi ser negro”. “Tiraram nossa vida de um dia para outro”, afirma Mirella. “Ele perdeu a vontade de viver.”

“E sabe o que a polícia declarou para o juiz? Que as lesões foram leves”, conta. “O agressor disse a ele que o lugar de gente como nós era o zoológico.”

Em cidades como Barcelona, organizações como a Anistia Internacional denunciam que a cada dois dias aparece um registro de violência motivada por xenofobia.

Cinco partidos de extrema direita convocaram cinco manifestações em Madri neste fim de semana –três no sábado e duas no domingo– para demonstrar seu repúdio às políticas liberais de imigração.

Os partidos alegam que a imigração “destrói o futuro dos espanhóis” ou que, em alguns anos, não haverá brancos no continente.

A resposta de uma organização de extrema esquerda, a Coordinadora Antifascista, foi convocar uma passeata para o sábado (18), em Madri, para mostrar seu repúdio à ideologia desses grupos.

A expectativa é de que o evento da Coordinadora coincida, por meia hora, com uma das manifestações da extrema direita, ocupando o mesmo lugar no centro da capital espanhola.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u346246.shtml


Três em cada dez argentinos dizem sofrer discriminação, aponta pesquisa

19 Novembro, 2007

17/11/2007 – 15h53

da Efe, em Buenos Aires

Três em cada dez argentinos afirmaram que já se sentiram discriminados em alguma ocasião e metade da população disse ter presenciado atos de discriminação, segundo uma pesquisa oficial divulgada nesta sexta-feira.

A pesquisa do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo também determinou que os pobres são os que mais sofrem com a discriminação. Em seguida vêm as pessoas com excesso de peso e as que sofrem de doenças contagiosas.

A discriminação por nacionalidade vem em quarto lugar, à frente das deficiências e da cor da pele, segundo o trabalho. Foram entrevistados habitantes de Buenos Aires e de nove das 23 províncias do país.

De acordo com o estudo, cinco em cada dez argentinos já presenciaram algum ato de discriminação. Em 30% dos casos, o motivo estava relacionado com a pobreza; em 19,3%, com o excesso de peso; e em 18,4%, com o aspecto físico.

Em Buenos Aires os mais afetados pela discriminação são os imigrantes. A maioria vem de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Uruguai.

As discotecas são os lugares onde há mais discriminação, seguidas pelas ruas e pelas escolas. A pesquisa também constatou que em seis de cada 10 atos de discriminação as pessoas que estavam por perto não reagiram.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u346369.shtml