Especial traça perfil genético de nove negros famosos do Brasil

30 Maio, 2007

Carolina Glycerio e Silvia Salek

A BBC Brasil convidou nove personalidades para fazer exames de DNA, em projeto que explora a ancestralidade africana da população brasileira. Participam do projeto os músicos Djavan, Milton Nascimento, Sandra de Sá, Neguinho da Beija-Flor, a ginasta Daiane dos Santos, a atriz Ildi Silva (a Yvone, da novela Paraíso Tropical), o jogador de futebol Obina e o líder religioso Frei David Santos. Leia textos sobre as conclusões do estudo e veja vídeos com depoimentos das personalidades abaixo:

 

Metade de negros em pesquisa tem ancestral europeu

DNA mapeia origem de brasileiros na África

Moçambique deixou marca genética, mas pouca herança cultural

Entenda como o DNA é usado na busca por origens

‘Brasil tem a cara do futuro’, diz professor de Harvard

Genética alimenta polêmica sobre ‘raças’ no Brasil

BBC oferecerá a um leitor exame de DNA que rastreia ancestrais

Se fosse 100% negro, lutaria por indenização’, diz Seu Jorge

DNA de músico carioca indica 85% de ancestralidade africana e 12% européia.

Leia texto

Neguinho da Beija-Flor tem mais gene europeu que africano

Especialista explica que genes da cor da pele são pequena fração do genoma.

Leia texto

Daiane dos Santos é ‘protótipo da brasileira’

Atleta tem proporções equilibradas de genes africanos, europeus e indígenas.

Leia texto

‘Tenho orgulho de ser quase 100% africana’, diz Sandra de Sá

Para cantora, resultado de exame de DNA ‘explica muita coisa’.

Genética mostra que sou guerreiro, diz Obina, do Flamengo

Jogador é 61,4% africano, 24,4% ameríndio e 13,2% europeu, indicam testes.

Para ver os vídeos, acesse o link original:

http://noticias.uol.com.br/uolnews/internacional/bbc/raizes.jhtm


“As dificuldades do negro no mercado de trabalho”

30 Maio, 2007

Trabalho da Universidade Católica de Brasília (UCB)

“Essa pesquisa pretende demonstrar que dentre as várias causas que impossibilitam o ingresso e ascensão do negro em algumas áreas do mercado de trabalho, uma das principais e menos explícitas é a existência do racismo em nossa sociedade, analisando a possibilidade de conivência por parte dos governantes brasileiros com relação à manutenção do preconceito racial, e do negro em classes inferiorizadas.”

Ver texto completo no seguinte link:

http://www.milenio.com.br/ingo/ideias/direitos/racismo.htm


Cai parcela de brasileiros brancos e negros em 60 anos, aponta IBGE

28 Maio, 2007

25/05/2007 – 14h54

CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

A parcela de brasileiros que se auto-declaravam brancos e negros sofreu decréscimo em 60 anos, enquanto os chamados pardos ganharam espaço, indica pesquisa sobre tendências demográficas realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para isso, o instituto comparou os dados do primeiro censo, em 1940, e o último do século passado, em 2000.

Os brancos representavam, em 1940, 63,4% da população brasileira. Em 2000, o percentual caiu para 53,7%. Já as pessoas de cor preta passaram de 14,6% para 6,2% no período. Por outro lado, os pardos elevaram sua participação de 21,2% para 38,5%.

Para Luis Antonio Oliveira, coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, a década de 40 foi muito influenciada por ideiais de embranquecimento e teorias raciais.

“Havia um constrangimento [de não ser branco] naquela época. Além disso, o movimento é explicado pela miscigenação”, afirmou. “Atualmente por consciência étnica vem aumentando a auto-declaração de negros e de índios”, acrescentou.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135788.shtml