Ciganos em Sergipe e no Maranhão

12 Outubro, 2009

Ciganos teriam aplicado golpe de R$ 1 milhão
Data: 23/9/2009

(Correio de Sergipe)

Três pessoas foram detidas na Bahia por policiais civis de Sergipe, na manhã da terça-feira, dia 22, suspeitas de estelionato. Elas compõem um grupo de ciganos procedentes do sul da Bahia que estaria negociando carros com cheques sem fundo. Carlos Airio, “o Gordo”, Ivanildo, vulgo “Bulego”, e outro homem, identificado apenas como Ramos, foram detidos no município baiano de Capim Grosso. Com os presos foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola ponto 45.
A investigação do Departamento de Defraudações teve início no ano passado com o delegado Joel Ferreira, quando começaram a aparecer as primeiras vítimas. A informação da polícia é que nas negociações iniciais os estelionatários agiam legalmente, mas ao ganhar crédito no mercado deram início a uma série de golpes, adquirindo carros a partir de cheques sem fundos, causando um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão.

PRF prende cigano acusado de estelionato em Itapecuru

Data: 08/10/2009

(Tribuna do Maranhão)

O serviço de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal conseguiu prender nesta quinta-feira (7) o cigano Eduardo Mota Nuichi. Ele é acusado de integrar uma quadrilha de ciganos que aplicou vários golpes em estabelecimentos comerciais, na capital maranhense. O bando é comandado por Carlos Nuichi, o Carlão, pai de Eduardo.

Segundo informações da PRF, a quadrilha utilizou classificados de um jornal da cidade para comprar em uma concessionária, oito carros e uma moto. Eles também são acusados de roubar uma loja, situada no Monumental Shopping, no bairro do Renascença, onde levaram até os cabides do estabelecimento.

O bando chegou a alugar uma mansão por seis meses, no valor de R$ 6 mil no bairro do Araçagy. Durante o período em que estiveram na residência pagaram apenas uma parcela do aluguel. Depois fugiram para Tutóia, no Maranhão.

Os policiais ainda tentou prender o grupo no município. A informação sobre a operação vazou e os ciganos estelionatários conseguiram escapar.

Na madrugada desta quinta-feira, 8, os policiais rodoviários conseguiram prender Eduardo Nuichi, que está detido na delegacia de Itapecuru-Mirim, onde prestará depoimento ainda nesta manhã. Ele foi preso numa barreira no posto rodoviário do São Francisco.

A polícia está na perseguição dos demais integrantes do bando e promete prendê-los a qualquer momento. As fotos dos estelionatários estão espalhadas em todo o Maranhão.

Fonte : iMirante

PRF prende cigano acusado de estelionato

Gays ganham ala especial em presídio de Minas

25 Maio, 2009

19/05/2009 – 07h43

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Os presos homossexuais da região metropolitana de Belo Horizonte (MG) ganharam uma ala especial em um presídio recém-inaugurado em São Joaquim de Bicas.

A ala especial dos homossexuais, aberta há um mês, permite que os travestis e transexuais mantenham, por exemplo, os cabelos compridos, o que não podem fazer em presídios masculinos.

Funcionando ainda em caráter experimental, a ala tem hoje 37 presos nas dez celas (cada uma para até quatro presos).

Além da valorização da autoestima, a medida tem como objetivo combater a violência a presos homossexuais e também preservar a saúde deles.

A criação da ala foi feita a pedido do Centro de Referência de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, que é dirigido pela transexual Walkiria La Roche.

Segundo a Secretaria da Defesa Social, a criação da ala não significa que haja privilégio aos presos homossexuais. A ideia, segundo a pasta, é retirá-los da situação de risco e de violência.

“A violência existe, sim, mas a saúde vem em primeiro lugar. E não é a saúde só deles [dos homossexuais]. É de todos os presos que estão ali”, diz La Roche. Segundo ela, é a primeira experiência do gênero no país.

La Roche afirma que os presos comuns com direito a visita íntima recebem preservativo para o ato sexual, mas, quando cometem violência sexual na cadeia, não se preocupam com isso. Por serem discriminados, os homossexuais são as principais vítimas dos presos.

Segundo ela, ainda será decidido se os presos homossexuais terão direito a visitas íntimas.
Por três meses, La Roche fez reuniões com presos homossexuais e ouviu deles os principais problemas nos presídios.

A adesão à ala é espontânea. Caberá ao preso homossexual procurar o governo e dizer que deseja ir para lá. Mas, como se trata de um projeto experimental, não há definição sobre a ampliação de vagas.

Vice-presidente do Cellos-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Social) e coordenador de um espaço público destinado a um movimento de lésbicas, gays e travestis de BH, Luís Schalcher elogia o projeto.

“É positivo, inclusive quando falamos de travestis e transexuais, que têm os direitos humanos mais vilipendiados.”

Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou ontem, no Rio, posições da Igreja Católica em relação à homossexualidade. Militante do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), ele criticou a oposição ao projeto de lei que criminaliza a homofobia e à distribuição de camisinhas. A CNBB não respondeu às declarações. Minc participou do ato de instalação do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u568031.shtml


Homossexualidade é pecado para 58%, aponta pesquisa

18 Fevereiro, 2009

08/02/200909h49

da Folha Online

Uma pesquisa sobre sexualidade e homofobia –aversão a homossexuais– mostrou que 58% dos brasileiros consideram a homossexualidade um pecado contra as leis de Deus, conforme mostra reportagem de Márcio Pinho, publicada hoje na Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

De acordo com o levantamento, 28% dos brasileiros admitem ter preconceito contra homossexuais e 29% apontam o homossexualismo como uma doença a ser tratada. A pesquisa foi conduzida pela Fundação Perseu Abramo e pela fundação alemã Rosa Luxemburgo Stiftung, que entrevistaram 2.014 adultos nas cinco regiões do país, escancarando o preconceito direto ou velado contra os homossexuais.

Um projeto que pretende mudar esse quadro –transformando a homofobia em crime– tramita no Senado, após ter sido aprovado na Câmara.

Para Gustavo Venturi, um dos coordenadores do estudo e professor de sociologia da USP (Universidade de São Paulo), a cultura “machista no Brasil” favorece este tipo de pensamento. “Há a contribuição das religiões na nossa população de maioria católica e evangélica. Muitas igrejas continuam fechadas para comportamentos que fogem da ‘heteronormatividade’.”

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u500644.shtml